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Barragem de Ponto Novo está operando com 64% da sua capacidade

Da Redação
A barragem de Ponto Novo fechou a primeira semana de agosto operando com 64,42% da sua capacidade máxima, é o que diz o Informativo Semanal de Monitoramento das Barragens, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Inema.

O último relatório que mostrava que a barragem estava operando com 100% da capacidade datava de 22 de fevereiro. De lá pra cá, as medições do mesmo instituto mostram que praticamente não choveu na região, o que provocou a diminuição gradativa do volume de água armazenado no reservatório, que abastece, além de Ponto Novo, os municípios vizinhos de Filadélfia, Caldeirão Grande, Itiúba, Senhor do Bonfim, Andorinha e Jaguarari.

Um cálculo mais detalhado mostra que, mesmo nos primeiros meses do ano, considerados mais chuvosos e frios, a barragem perdeu aproximadamente 6% do seu volume por mês. A partir de agora, com a chegada do período de estiagem, esse número tende a aumentar. Se a perda em seis meses foi de 36%, nos próximos seis, que são muito quentes, poderá chegar ou ultrapassar 50%. Se isso acontecer, o nível pode estar beirando os 20% já no início do ano.

No dia 10 de agosto de 2015 o reservatório de Ponto Novo operava com 100% de sua capacidade. O período das chuvas na região começa em novembro, mas as primeiras e únicas chuvas só vieram em meados de janeiro de 2016. Por isso a Barragem transbordou até o fim de fevereiro. Considerando que as chuvas de inverno foram escassas e não contribuíram para elevação do nível do reservatório, diferentemente de 2015, é preciso economizar água e torcer para que as chuvas ocorram no próximo verão, ou a situação poderá ficar dramática a partir do início de 2017.

Apesar da enorme capacidade hídrica, a Barragem de Ponto Novo não mais consegue suportar a demanda de sete municípios durante mais de um ano sem chuvas. Isso é preocupante, principalmente porque a promessa de sua ampliação através da implantação da tecnologia fusegate, que aumentaria a capacidade em 30%, por enquanto, não saiu do papel.

Pesquisa: Josimar Ferreira / Portal Ponto Novo
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