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Ponto Novo: força-tarefa analisa folha de pagamento da educação e encontra muitas irregularidades

Da Redação
Portal Ponto Novo
Os professores de Ponto Novo conseguiram que a Prefeitura disponibilizasse as folhas de pagamento da educação. Foram disponibilizadas as informações referentes ao mês de novembro/2015, porque refletiam uma realidade mais aproximada por conta do número de funcionários efetivos e contratados.

Além de professores locais, a força-tarefa para análise das informações disponibilizadas foi composta por Ivone Azevedo, diretora organizacional executiva da APLB em Salvador; Getúlio Vilaronga Filho, vice-delegado sindical regional e professor de matemática; Josete Gomes, contadora e vice-coordenadora regional da APLB; e Sérgio Dutra, tesoureiro da Delegacia Lavras de Granito.

Segundo Josete Gomes, dois vereadores estiveram presentes até o início da análise, mas com a descoberta da primeira irregularidade levantaram e saíram, sem sequer se manifestar. As análises duraram toda a manhã, e muitas irregularidades foram detectadas. O secretário de educação Murilo Miranda esteve presente o tempo todo e pôde ouvir e ver o que fora encontrado.

Segundo Getúlio Vilaronga, após uma simulação rápida foi possível provar que é sim, possível, conceder o reajuste de 11,36%  a todos os níveis em Ponto Novo, desde que se corrijam as irregularidades que consomem ilegalmente os recursos e incham a folha.

Foram tantas, que a comissão elaborou no mesmo dia um relatório que será impresso em várias vias e entregue à Prefeitura, à Secretaria de Educação, à Câmara de Vereadores e ao Ministério Público para que tomem ciência da atual situação do município e que os professores lutam por uma causa justa. No documento, todas as irregularidades detectadas foram apontadas, e contém uma tabela provando que existe recurso suficiente para reajuste salarial dos professores.

No fim da tarde, a categoria se reuniu no auditório do Centro Educacional e ouviu os detalhes das irregularidades encontradas na folha de pagamento. Lá mesmo decidiu que as aulas não começarão na segunda-feira (07), mas somente quando o prefeito assinar um documento e baixar um decreto com a garantia de que vai resolver as irregularidades rapidamente para que, já no fim de março, haja o reajuste de 11,36%, incluindo o retroativo, para todos os níveis, porque foi provado que é possível.

Se as irregularidades permanecerem e se a Prefeitura não cumprir a Lei e não conceder o reajuste devido, as aulas não começarão e a Justiça será acionada para tomar as medidas cabíveis.

Veja o vídeo em que Ivone fala sobre o que viu nas contas do Executivo e sobre a postura que os professores devem adotar nesse momento:
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