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Ponto Novo: professores estão em greve, mas prefeito convoca alunos para estarem nas escolas na quarta-feira

Com música alusiva aos aumentos de preços de produtos e serviços, os professores fizeram passeata na cidade | Portal Ponto Novo
Os professores de Ponto Novo continuam em greve e, como parte da programação desta segunda-feira (29), parte dos profissionais foi às ruas em protesto contra o desrespeito da Administração para com a classe, em não atender suas reivindicações, ou sequer tentar chegar a um denominador comum. À tarde, outros que não participaram do ato pela manhã estiveram na sede da APLB discutindo os próximos passos e as próximas mobilizações.

Ao meio-dia, a coordenadora da APLB local, Andreia Miranda, esteve concedendo uma entrevista à Rádio Itapicuru, onde esclareceu de forma imponente as dúvidas dos repórteres e da sociedade em geral. A categoria mostrou-se muito contente com a postura adotada por ela, não dando a mínima chance para dúvidas ou mesmo para tentativas de colocar em cheque a legalidade do movimento, por parte de algumas pessoas ligadas à administração e até mesmo da imprensa local.

Para a categoria, não haverá volta às aulas sem acordo, e Andreia deixou isso bem claro durante a entrevista.

Em seguida, em outra emissora, o prefeito Adelson Maia, de forma bem autoritária, e bem parecida com a do secretário Murilo Miranda na última semana, convocou os pais a enviarem seus filhos às escolas já na quarta-feira, garantindo que as aulas serão iniciadas.

Para os professores que estiveram reunidos durante a tarde, essa é mais uma tentativa a ser frustrada pelos profissionais, pelos alunos e pela população em geral, se não houver um acordo até lá. "O prefeito não pode se transformar em 300 professores e assumir seus postos, sem professor não há aula", disse uma professora.

Apesar de garantir a volta às aulas, o prefeito foi enfático e repetiu o discurso de que não pode conceder o reajuste aprovado pela Lei do Piso de 11,36%. Segundo ele, o município já paga o piso a todos os professores. O detalhe que ele não citou, é que o piso é para nível médio, os demais, ganham segundo seus níveis, e é isso que está sendo desrespeitado. Além disso, nem o piso ele paga mais, porque hoje foi dia de pagamento e nem os profissionais do magistério com nível médio, nem os que já têm graduação e que o salário já está também abaixo do exigido em Lei, receberam o piso, ou seja, há dois meses ele simplesmente enrola os professores e vai aos meios de comunicação mentir e tentar desqualificar as mobilizações da categoria, alegando que se trata de um movimento com fins político-partidários.

Até as 16:00, nenhum ofício havia sido entregue à direção da APLB local, e com isso, as manifestações prosseguem normalmente, inclusive, na terça-feira (01), os professores estarão nas localidades de Nova Represa e Barracas, aonde realizarão passeata e entregarão um texto com as justificativas para a greve.

Mesmo que a classe seja convidada para uma reunião amanhã, isso não garante a volta as aulas na quarta-feira porque, primeiro, não se sabe se a proposta do Executivo será aceita; segundo, porque não haverá tempo hábil para convocação de uma assembleia ainda na terça, para retorno na quarta.

Diante disso, segue o impasse e, até decisão em assembleia, A GREVE SERÁ MANTIDA, mesmo com o prefeito convocando alunos para as escolas.


Se eles forem, os professores "Adelsons" deverão lhes dar as boas-vindas e, consequentemente, aulas.
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