Header Ads

O que a sociedade pontonovense precisa saber sobre a paralisação dos professores?

Da Redação
Portal Ponto Novo
Por mais que algumas pessoas pensem que professor reclama de barriga cheia, a situação dos profissionais da educação já vem complicada há anos, porém, durante a última gestão, complicou-se além do que se poderia imaginar. Foi preciso brigar para se conseguir um reajuste em agosto de 2013, primeiro ano da atual administração. De lá pra cá, ninguém foi agraciado por 1 centavinho sequer, uma bala ou qualquer merreca.

Vamos analisar cuidadosamente as planilhas de 2013, 2014 e 2015, e veremos situações um tanto quanto estranhas.

2013
Clique para ampliar
Observe que, para começar, os valores aplicados em salários de professores oscilaram o tempo todo, e em valores muito altos. Vale lembrar que, segundo a planilha da Prefeitura, repassada à APLB na primeira reunião em que foram propostos 3% + 3%, o impacto giraria em torno de 40 mil reais, porém, veja que em 2013, sem nenhum reajuste ou demissão em massa, no mês de fevereiro se gastou pouco mais de 540 mil reais com salários de professores; em março, caiu para 490 mil; em abril chegou a 546 mil; em maio, continuando sem reajuste, subiu ainda mais, indo a mais de 600 mil. O reajuste aconteceu em agosto, e até dezembro, a oscilação chega a 32 mil entre o mês em que se gastou menos e o que se gastou mais.

2014
Clique para ampliar
Durante todo o ano de 2014 não houve nenhum tipo de reajuste, no entanto, estranhamente, os valores gastos com salários de professores, em alguns meses, ficaram abaixo de outros meses de 2013. Para deixar qualquer cidadão mais confuso, nos meses de outubro e novembro os valores ficaram muito abaixo da média: foram gastos 324 mil e 251 mil respectivamente. Comparando com meses em que se gastou mais de 600 mil, ficam os questionamentos: o que aconteceu? Como se consegue pagar salários em um mês com apenas 251 mil reais, e  em outro mês, sem ser junho ou dezembro, precisa-se de 400, 500 ou 600 mil reais?

2015
Clique para ampliar
Já em 2015, as oscilações giram em torno de 30, 60 mil reais por mês, o que já representa um valor muito alto, que precisa ser explicado e detalhado, a partir do momento em que as contas forem abertas. Precisa-se explicar porque tantas diferenças. Para onde vai a diferença entre meses?

Diante disso, já se tem motivos suficientes para exigir explicações convincentes, baseadas em provas, porque oscilação de valores gastos em porcentagem altas, sem reajuste salarial, é, no mínimo estranho. A Prefeitura precisa tratar os professores com mais respeito, e agora é a hora desses profissionais exigirem, diante da Justiça, se necessário, explicações para esses problemas.

Fora isso, a Justiça precisa intervir na formação e atuação do Conselho do Fundeb que, aparenta estar ilegal, uma vez que a presidência é ligada à administração (pelo menos isso foi discutido na reunião de hoje, 25), além das irregularidades detectadas pela APLB e que não foram totalmente resolvidas, podendo assim, estarem comprometendo a folha salarial, impedindo um reajuste maior.

Finalizando, é evidente que, se a Prefeitura não tem o que esconder, também não tem motivos para não abrir as contas e mostrar aos professores cada valor gasto, em que está sendo aplicado cada centavo e, diante da Justiça, provar que não pode dar o reajuste do Piso e acionar a União para que complemente os valores. Além disso, explicar porque está gastando mais do que recebe.

Pessoalmente, acho difícil a Prefeitura aceitar abrir as contas, mas quem não deve, não teme.

Não é justo nenhum tipo de funcionário encarar mais de dois anos sem reajuste, enquanto todos os bens de consumo sobem desenfreadamente. Está na hora de se respeitar aqueles que fazem uma administração andar pra frente. Sem funcionários, não há trabalho. E a prova é que, sem professores, não há aula.

Os professores estavam parados por não aceitar um reajuste linear de 6%: 3 agora e 3 em julho. A nova proposta foi inferior, 4% ou 5% de uma vez. Alegam crise, falta de recursos, mas, bem orientados, os professores agora exigirão explicações. Justo, não acham? 30, 40 reais de reajuste para professor, enquanto no mesmo período, o salário mínimo aumentou mais de 200 reais, é frustrante!
Postar um comentário