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Mais uma rasteira! Reajuste proposto pela Prefeitura de Ponto Novo aos professores irrita categoria

Da Redação
Portal Ponto Novo
Parte dos profissionais da educação de Ponto Novo esteve reunida na tarde desta sexta-feira (12) no Centro educacional de Ponto Novo para deliberar sobre a aceitação ou não da proposta de reajuste da Prefeitura aos salários da categoria.

A coordenadora da APLB Sindicato Núcleo Ponto Novo, Andreia Miranda, discorreu sobre o que foi discutido durante a manhã em reunião com o prefeito Adelson Maia, secretário de administração, contabilidade, assessorias jurídicas e professores. Dentre os vários temas da pauta, o que mais deixou os professores cabisbaixos foi a pífia proposta de reajuste de 3% em cada semestre para professores dos níveis I, II e III. Veja na imagem abaixo:
Entendendo a proposta:
*Professor do quadro suplementar (nível médio): hoje esse profissional tem o salário-base no valor de R$ 958,59. Para cumprir a Lei do Piso, a Prefeitura será obrigada a conceder o reajuste de 11,36% e o novo valor será de R$ 1.067,82 durante todo o ano.

* Professor Nível I: possui salário-base fixado em 1.052,80, com o aumento de 3% no primeiro semestre passaria a receber R$ 1.084,38. No segundo semestre receberia mais 3%, e o novo salário seria de R$ 1.115,97.

* Professor Nível II: o salário-base é de R$ 1.253,90, com o reajuste de 3% em cada semestre, os valores seriam R$ 1.291,52 e R$ 1.329,13, respectivamente.

*Professor Nível III: o salário-base atual é de R$ 1.473,92; passaria para R$ 1.518,14 e R$ 1.562,35, no primeiro e segundo semestre.

Foi visível a tristeza e a indignação dos que lá estavam, já que os profissionais que possuem graduação, pós e mestrado, por exemplo, estão há dois anos e cinco meses sem reajustes. A proposta da atual administração foi considerada como uma piada de péssimo gosto.

O Portal Ponto Novo apurou que nos últimos 29 meses, a inflação acumulada medida pelo IPCA foi de 22,12%. Se esse índice fosse levado em conta para reajustar também o salário da categoria, o valor do salário-base de um professor nível I, por exemplo, deveria ser de R$ 1.285,71; o de nível II passaria a ser R$ 1.531,30, muito acima do que eles receberão no segundo semestre deste ano, caso a proposta seja aceita. O último reajuste para os níveis I, II e II ocorreu em setembro de 2013.

Em conversa com nossa reportagem, uma professora lamentou a perda do poder de compra do seu salário, e as dificuldades para manter as contas em dia, sem comprometer a alimentação, o vestuário e as demais despesas indispensáveis no dia-a-dia.

Diante do impasse, uma comissão vai se reunir para preparar e apresentar uma contra-proposta durante a jornada pedagógica, prevista para acontecer nos dias 17, 18 e 19, e exigir do secretário de educação as devidas justificativas, em público, para tal proposta; enquanto isso, a assessoria jurídica da APLB vai acionar a Justiça levando como argumentos os 29 meses sem reajuste salarial, bem como o desrespeito à diferença interníveis, prevista no Plano de Cargos e Salários da categoria.
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