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Apenas um legista atende doze cidades na região de Bonfim

Imagem ilustrativa
Sempre que alguém se envolve em acidentes, ou é vítima de morte violenta, vem acompanhado de um dilema na regional de Senhor do Bonfim. Dilema porque a família além de lidar com a perda do ente querido amarga a dor da espera pela liberação do corpo.

O que muitos familiares não sabem é que na regional de Bonfim que compreende os municípios de, Senhor do Bonfim, Campo Formoso, Antônio Gonçalves, Filadélfia, Ponto Novo, Andorinha, Pindobaçu, Jaguarari, Itiúba, Cansanção, Nordestina e Queimadas, é atendido por apenas um legista e um auxiliar, que trabalham na sede do município bonfinense.

Esse final de semana, familiares de uma vítima de morte violenta alegaram demora na liberação do corpo de seu ente, que havia sido ferido a golpes de arma branca indo a óbito no Hospital D. Antônio Monteiro na noite de sábado (18) e teve o corpo necropsiado por volta das 18h00min do domingo (19).

Nossa reportagem buscou saber com o legista que informou a seguinte situação, “a população precisa saber que para 12 cidades da regional de Bonfim existe apenas um legista, um auxiliar e um rabecão”, disse o profissional.

O legista mesmo de licença fez questão de ir até o órgão realizar as necropsias para amenizar o que poderia durar muitas horas, uma vez que os corpos que foram necropsiado no domingo poderiam ser transladados para a regional de Juazeiro, porém atendendo a solicitação de colegas de trabalho o médico fez questão de realizar os procedimentos e assim fez três necropsias, a primeira iniciada por volta das 16h00min no corpo de uma jovem de 19 anos que havia cometido suicídio em Campo Formoso, a segunda necropsias aconteceu por volta das 17h00min no corpo de uma mulher vítima de acidente de moto na região de Igara, e por fim seguindo a ordem de chegada foi realizada por volta das 18h00min a ultima necropsias do dia no corpo do rapaz morto a golpes de faca na Rua São Vicente.

O problema que para quem perde um ente querido no momento de dor parece ser de responsabilidade do profissional, na verdade vem se arrastando há anos e mesmo depois de ser realizada audiências públicas para melhorar o problema, este que persiste e sem previsão de findar, é sem sombra de dúvidas de responsabilidade dos políticos que arrancam votos na regional de Bonfim e depois desaparecem e deixam os problemas para serem relembrados durante campanhas eleitorais com falsas promessas.

Está mais do que na hora da população sair da frente da TV e ir até os políticos solicitar providências para que o problema não persista.

Maravilha Notícias
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