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Editorial: o disfarce de quem merecia estar no lugar dos bonecos (Judas) do Sábado de Aleluia

Bonecos explodidos na queima de Judas em Ponto Novo, no sábado, dia 19 (Portal Ponto Novo).
Da Redação
Portal Ponto Novo
Rir é o melhor remédio, já diz um velho dito popular. Rir dos outros pode até ser divertido, mas é anti-ético, e disso todos nós sabemos. O que talvez poucos sabem, é que as ofensas lidas num testamento de um boneco denominado Judas, numa praça pública, pode ser muito mais do que uma simples brincadeira.

Quem tem seu nome citado, dependendo do conteúdo, pode passar por uma grande humilhação pública, mesmo quando tudo não deveria passar de diversão.

No último sábado (19), a Praça do Comércio foi palco da chamada "queima de Judas". Até então tudo normal, faz parte da tradição. O que não é normal são as ofensas dirigidas a algumas pessoas por um senhor que se diz professor, culto, que deveria evitar se prestar ao papel de ridicularizá-las publicamente, ou pelo menos se incluir no tal testamento. Mas já dizem que pimenta nos olhos do outros é refresco.

Fui incluído no testamento sob o pretexto de ser um blogueiro reclamão, que gosta de processar as pessoas e que sonha em ser vereador. Ele não quis me ofender como fez com outros lá, porém, me sinto no direito de dizer para o professor que esse nem é meu sonho, mas, com certeza, meu sonho é ver um dia a escória da sociedade longe de Ponto Novo. É ver longe desta cidade, pessoas que aproveitam esses momentos para desviar a atenção dos ladrões, dos baba-ovos infiltrados na Prefeitura, com cargos de confiança, que mudaram sua postura em troca de um empreguinho temporário, num cargo maior.

Para essas pessoas os Judas malhados na Praça não deixaram nada, não é mesmo professor? Porque será? É fácil ridicularizar os pontonovenses de bem quando você mesmo se esconde na própria arrogância, para desviar a atenção dos que olham para você com a mesma "aprovação" com que seu poema teve sábado.

O que falta mesmo nesta cidade é um Governo formado por pessoas que têm vergonha na cara, que se preocupam com as necessidades da população, e não fazem dos cidadãos de bem, motivos de chacota, mesmo dizendo que é uma brincadeira.

Não me senti ofendido e nem pretendo processar ninguém, não por isso. E mais, meus sonhos passam longe do que foi citado na Praça do Comércio, mas de uma coisa tenha certeza, meu caro, não sonho e nunca me prestarei ao papel que você, enquanto professor, se prestou. Mas você deve ter tido um "bom" motivo para isso.

Quanto às minhas reclamações, são reclamações que muita gente queria fazê-las, mas algumas têm medo, outras não tem opções para tal, ou simplesmente acham melhor calarem-se. É óbvio que alguém que aceita este desafio incomoda muito, por isso é perseguido e tenta-se, a todo custo, silenciá-lo, nem que seja da forma mais discreta possível. Quanto ao fato de gostar de processar, não sabia que um único processo por injúria e difamação, que nem foi contra você, teria lhe incomodado tanto. Ainda bem que você e os demais sabem que a Justiça é um direito de todos, e sempre que minha honra for ofendida, vou sim, buscá-la, e assim pessoas como você aprenderão a respeitar os limites. 

O meu conselho aos que se sentiram ofendidos naquela praça no Sábado de Aleluia, é conseguir o áudio da leitura do testamento (eu sei quem tem), e procurar um bom advogado, porque sou testemunha que esses processos são os chamados "causa ganha" e não demoram muito para que o Juiz tome uma decisão.

ESSE É O PONTO NOVO EM QUE O POVO É ZOMBADO E CONTINUA SENDO RIDICULARIZADO EM TUDO, MAS POUCOS PERCEBEM. ACORDA MEU POVO!!!
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