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Sem criatividade, candidatos usam músicas da moda para compor jingles de campanha

Com a função de “grudar” na cabeça do eleitor, o jingle sempre foi pensado para ter boa melodia e letras fáceis. Porém, quem ouve um jingle de campanha destas eleições pode até achar que está vendo alguma novela da Rede Globo ou ouvindo rádios populares. Os candidatos têm dado preferência aos hits que já estão na cabeça do público para construir, em cima deles, a trilha sonora de suas campanhas. 

Músicas como “Eu quero tchu, eu quero tcha”, da dupla João Lucas e Marcelo, “Vida de Empreguete”, músicas das personagens principais da novela “Cheias de Charme”, da Globo, ou “Tche Tche Rere”, de Gusttavo Lima, foram usadas este ano nas eleições. 

Os jingles que usam hits podem ficar gravados mais facilmente, mas, também, podem deixar a campanha sem uma identidade, como acontecia com jingles históricos como o de Jânio Quadros, “Varre Vassourinha”, ou da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o “Lula Lá”. 

“Se você usa uma música já produzida e conhecida, não necessariamente vai associá-la ao candidato. Minha avaliação é que utilizar o que está pronto é uma campanha preguiçosa, pois a função de um jingle é marcar a imagem do candidato e trazer ideias”, afirmou a cientista política professora da PUC-SP Vera Lúcia Chaia.

 Apesar de ter mais chances de ser gravado pelo eleitor, o jingle só vale se tiver uma mensagem nova, de acordo com o cientista político Marcus Figueiredo da UERJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). “Só ajuda na campanha se tiver uma letra nova. Caso contrário, só vale pela melodia”, afirmou. 

José Serra (PSDB), candidato à Prefeitura de São Paulo, usou "Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha"; Lulinha (DEM), candidato à vereador em Feira de Santana, escolheu o “Tche Tche Rere” e Helena Carvalho (PMN), candidata de João Pessoa, optou por "Ai Se Eu Te Pego", de Michel Teló. 

As informações são do Uol.
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