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Isadora Faber, 13, reclama na página 'Diário de Classe' e Secretaria de Educação de Florianópolis convoca reunião

'Diário de Classe', página criada por Isadora Faber, de 13 anos, narra a rotina de problemas de escola pública e já tem quase 100.000 fãs

As reclamações da estudante Isadora Faber, de 13 anos, que mantém uma página no Facebook onde relata os problemas da escola pública onde estuda, em Florianópolis (SC), começam a surtir efeito. A secretária de Educação da cidade, Sidneya Gaspar de Oliveira, determinou que seja realizada, às 14h30 desta terça-feira, uma reunião com a direção da Escola Municipal Maria Tomázia Coelho, onde Isadora estuda, para analisar o teor das reclamações da aluna. Também estarão presentes no encontro os diretores de Infraestrutura e Ensino Fundamental, ambos da secretaria de educação.
Isadora, que está no sétimo ano, mantém desde julho uma página intitulada Diário de Classe, onde narra os problemas enfrentados diariamente por ela e pelos colegas. Nas últimas semanas, os conteúdos postados pela jovem circularam pela rede como um viral: a página já acumula mais de 64.000 fãs – na segunda-feira pela manhã, eram menos de 5.000. A popularidade das postagens da menina tem "incomodado" os professores, segundo ela.
Segundo a secretaria de Florianópolis, Isadora será convidada a participar da reunião desta tarde juntamente com sua mãe, Mel Faber. Porém, as duas ainda não foram localizadas pela secretaria. "A secretária tem muito interesse em conhecer esta menina", diz Ricardo Medeiros, assessor de Sidneya Gaspar de Oliveira. "A opinião geral no gabinete é que páginas como essa são bem-vindas. Agora, vamos avaliar se as reclamações são pertinentes." A secretaria estaria monitorando a página "Diário de Classe" desde o primeiro post, em julho. "Agora o caso ganhou outras proporções, e convocamos a reunião", diz o assessor.
De acordo com Medeiros, a Escola Municipal Maria Tomázia Coelho foi inaugurada há cerca de sete anos e apresenta "bom estado de conservação". Ainda segundo ele, desde fevereiro, encarregados pela prefeitura tem visitado o prédio para efetuar reparos, como a troca de maçanetas e a vistoria na fiação elétrica.
A própria Secretaria de Educação, contudo, admite que a situação poderia ser melhor. "A escola tem uma pendência junto à prefeitura, o que impede que ela faça o saque de 16.000 reais a quem tem direito para a manutenção", diz o assesor. "Isso ocorre porque a direção não prestou contas de seus gastos em 2011."
Procurada pela reportagem, a diretora da escola, Liziane Dias, disse que só vai se pronunciar após a reunição na Secretaria Municipal de Educação.

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