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Crônica: ser ignorante é compreensível. Permanecer na mesma é intolerável

Á água continua sendo nosso meio de desenvolvimento desde a antiguidade, pois o primeiro passo para o progresso da humanidade foi dado através da agricultura e hoje a utilizamos para diversas coisas como: gerar energia, higienização, na produção de alimentos, entre outros.
A seca no sertão é consequência da ignorância da humanidade. Mas, principalmente, dos politicos que administram o dinheiro público, gerado através de impostos absurdos. Entretanto, os pobres não veem nada a fazer, porque mal sabem escrever seu próprio nome. Que poder de voz poderiam ter? Então o que adianta os direitos humanos se a maior parte da sociedade não sabe exercê-los?
Neste ano mais de 200 municípios da Bahia estão em estado de decadência, segundo o Jornal Nacional do dia 14 de maio. Pessoas estão falecendo, a terra não serve para plantar e por não se ter condições de alugar pastos para o gado, os mesmos estão morrendo.
O carro pipa é a única esperança, e de forma infeliz, são poucos que desfrutam deste benefício, porque o governo não dispõe de verbas suficientes. Mas já gastarão 8 bilhões de reais na transposição do Rio São Francisco, obra que está em andamento, e que se estimava gastar apenas 3 bilhões, segundo o jornal O Estadão de 22 de março de 2012.
Não é preciso ser expert para perceber que esta obra vai prejudicar o nível se evaporação e vários outros fatores climáticos. Existem municípios que estão em estado de decadência, que vão abastecer outras cidades com o triplo da população. E com todos estes problemas ainda há pessoas que querem festas.
Todo ser gosta de música independentimente do gênero, ela gera uma sensação de prazer e diversão, então criamos a festa. mas não há condições da mesma acontecer, enquanto milhares de pessoas morrem. Esta vontade é a prova da ignorância e do egoismo existente no ser humano. A festa só iria gerar no máximo alegria, diversão, brigas, raiva, ressaca, falta de dinheiro, drogas, sexo explícito e a ilusão de um bom prefeito, sendo que, a verba não vem da prefeitura e sim do governo. Há pessoas que lucram nestas datas, mas são a grande minoria.
Tirar a sede deste povo não é somente "ressuscitar" pessoas e sim devolver a dignidade delas e gerar econômia para a cidade, porque são esses individuos que sustentam a pirâmide de desigualdade social. O homem do campo produz para que possamos consumir. Podemos viver sem a elite, mas a elite não pode viver sem a gente. Pois quem vai trabalhar para eles? Quem vai comprar exageradamente, até o salário acabar.

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Janay reside em Ponto Novo-BA, tem 17 anos e possui o nível médio.




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