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Um dia sem Google, Facebook, Twitter e Wikipedia

Lamar Smith, autor do projeto de lei SOPA (Mark Wilson/Getty Images)
Um projeto de lei que circula no Senado americano pode culminar na maior paralisação on-line da história. A proposta, batizada de SOPA (lei contra a pirataria na internet - Stop Online Piracy Act), prevê que os serviços on-line sejam responsabilizados pelo conteúdo postado pelos usuários em suas plataformas sob pena de bloqueio do site ou mesmo de prisão do proprietário. Na prática, a norma obrigaria o Google, por exemplo, a retirar de seu resultado de buscas todo e qualquer endereço que mencionar ou compartilhar um material protegido por direito autoral, o que inclui músicas, vídeos, textos, códigos, fotos, ilustrações. O setor respondeu prontamente ao que considera a legislação censura. O próprio gigante da rede, além do Facebook, Twitter e Amazon, ameaçaram paralisar suas operações em protesto ao projeto de lei, que conta com o apoio da indústria de entretenimento e de parlamentares republicanos e democratas. 
O blecaute, contudo, não foi confirmado pelas companhias, mas por Markham Erickson, diretor-executivo da NetCoalition, uma associação americana que reúne empresas contrárias ao SOPA. Em entrevista ao site Fox News, Erickson confirmou a intenção dos serviços em paralisar suas operações, a exemplo do que já foi feito pela Mozilla, desenvolvedora do navegador Firefox. Google, PayPal, Yahoo, Twitter, Facebook, Wikipedia e Amazon são algumas das instituições associadas publicamente ao NetCoalition.   
O projeto de lei possui muitos críticos, mas também apoiadores de peso. Entre as empresas que declararam suporte ao SOPA estão 3M, Adidas, Burberry, CVC, Ford, Pfizer, Philip Morris e News Corp. "O projeto de lei vai mirar sites estrangeiros que estão vendendo medicamentos falsificados e cópias roubadas de filmes de Hollywood - não endereços americanos como o YouTube ou seu blog predileto", argumentou Richard Bennett, pesquisador do Information Technology & Innovation Foundation, uma organização sem fins lucrativos que discute inovações na área de tecnologia, em sua coluna no jornal Washington Post
O Senado americano deve votar o projeto no próximo dia 25. Caso a ameaça do blecaute se concretize, a paralisação dos serviços, atualmente essenciais, deve acontecer até esta data. 
Entenda o caso - Lamar Smith, republicano do Texas, é autor do SOPA. Seu projeto de lei foi duramente criticado pela Electronic Frontier Foundation - organização internacional sem fins lucrativos que tem por objetivo proteger a liberdade de expressão na internet -, que divulgou uma carta aberta, assinada por 83 engenheiros, contra as normas sugeridas por Smith. 
Em 15 de novembro, Google, Facebook, Twitter, Zynga, eBay, Mozilla, Yahoo, AOL e LinkedIn enviaram uma carta à Washington alertando os parlamentares sobre os perigos do projeto de lei. "Tememos que essas medidas representem um sério risco à inovação e à criação de empregos no setor, bem como um perigo à segurança cibernética da nossa nação", dizia o documento. Sergey Brin, cofundador do Google, afirmou em seu perfil do Google+ que as normas, se aprovadas, podem colocar os Estados Unidos ao lado dos países mais opressores do mundo. O Tumblr, por sua vez, incentivou seus usuários a ligarem para o congresso expondo suas opiniões. Ao todo, Washington recebeu ao menos 87.834 telefonemas de pessoas contrárias à lei. 
A polêmica acerca do SOPA fez com que algumas empresas mudassem de lado e passassem a criticar as diretrizes do projeto. O Go Daddy – maior companhia de registro de domínio e hospedagem do mundo – chegou a defender a lei, mas voltou atrás após 40.000 sites migrarem de sua plataforma para outros provedores como forma de protesto.

Fonte: Veja.Abril 
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