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Juventude e Aids

Mesmo com todas as campanhas de massa, trabalhos dirigidos, distribuição de preservativos e sensibilização para a necessidade do uso da camisinha, os índices de infecção por hiv continuam nos mesmo patamares nos últimos anos, e pior, com o avanço da oferta de testes de hiv (vírus da aids), descobrimos cada vez mais o tamanho da epidemia. Agora, para complicar, estamos enfrentando as hepatites, que também são sexualmente transmissíveis. Eu digo estamos, pois as doenças sexualmente transmissíveis (dst) e a aids afetam todos os seres humanos, independente de classe social, idade, orientação sexual, cor ou credo. Em alguns países da África, a aids interferiu até na economia local. Hoje, os grupos que mais se infectam, segundo os boletins epidemiológicos, são as mulheres casadas e os jovens.

Em Curitiba, existe em média de uma mulher infectada para cada dois homens infectados com o hiv, nos adolescentes isso inverte. As mulheres não conseguem em suas casas negociar o uso do preservativo. O machismo e a alegação de que existe a fidelidade do casal é a grande vilã desta história. A camisinha feminina veio dar um basta nisso, hoje muitas mulheres se protegem com o preservativo feminino. Os jovens estão praticando sexo sem proteção, justifica-se por eles não terem presenciado na década de 90 a cara mais assustadora de epidemia.

Os jovens homossexuais também estão se infectando. Fora isso, para os mais novos, um relacionamento de semanas passa a ser estável e comete-se o mesmo erro de conferir ao sexo com riscos o título de prova de amor. Muitos estão se infectando assim. Outro fator é a pressão social vivida pelos jovens, que muitas vezes fazem sexo às escondidas, principalmente os homossexuais e as meninas. Que adolescente, romântico, que passa o tempo todo idealizando um príncipe encantado, uma primeira vez, escondendo o seu desejo, vai imaginar que pode engravidar ou pegar uma doença? Para combater a desinformação e instruir as pessoas às práticas sexuais seguras, temos vários programas em andamento. Um projeto merecedor de atenção especial é o projeto de disponibilização de preservativos nas escolas. Muito criticado por parlamentares moralistas, que até tentaram impedir o projeto pois acreditam que seria incentivado o sexo entre os adolescentes. Em Curitiba, diversas escolas da rede pública permitem a adolescentes a partir dos 15 anos receberem informações e são instruídas, caso pratiquem sexo, a utilizarem o preservativo. Pais e professores também recebem informações. É um trabalho de base, onde iremos ter no futuro uma geração que sabe se proteger. Temos no ECA, estatuto da Criança e do Adolescente, mecanismos que impedem que menores de 14 anos recebam preservativos, mas a taxa de maternidade, entre meninas nessa idade ou inferior, mostra que existe atividade sexual e não está sendo feita a informação corretamente.

Faça o teste de hiv que é gratuito, a sua cidade deve possuir um local específico onde o sigilo do resultado é garantido, vá com um amigo. Não abra mão do preservativo, por razão alguma. Ser jovem, estudado, ter um corpo malhado, nada disso quer dizer que a pessoa não tem o hiv. E se você descobrir que tem o hiv, saiba que o nosso país possui um bom suporte aos soropositivos (pessoas vivendo com o hiv). Precisamos que todos saibam da importância de não ficar vulnerável à epidemia. Procure sempre um médico se notar feridas, corrimentos, verrugas ou pus em seu órgão genital, quase todas as dst possuem cura.

Falar sobre sexo, todos os pais devem fazer, mas muitos não sabem como, que tal começar com muito carinho e perguntando sobre o uso da camisinha?! O importante é você deixar os seus preconceitos de lado pois, vale tudo o que faça a pessoa feliz. E claro, sempre com camisinha! Os filhos devem ajudar as mães a negociarem o uso do preservativo, não se trata de desconfiança, nem de acusação, o preservativo é a garantia de qualidade de vida e um futuro sem as complicações que caminham junto com a aids.

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